Críticas

Warhammer: End Times – Vermintide

15.Dez.2015 17:27

Inspirado nas melhores mecânicas cooperativas de Left 4 Dead, eis um dos melhores jogos de Warhammer da atualidade.

Guerra aos ratos

Vermintide é um jogo bastante difícil, frustrante até. Os inimigos não dão tréguas aos jogadores, que se não souberem minimamente o que estão a fazer, ou se separarem no mapa, são rapidamente chacinados. Existem diversas classes de Skaven, embora não sejam muito variados, mas o mais importante é que estes surgem de todos os cantos em vagas de dezenas. Certos inimigos têm ataques fatais para os jogadores, como o assassino, que salta para cima, apunhalando-os até à morte. Terá de ser outro jogador a interrompê-lo. Outro inimigo agarra o jogador pelas costas com uma corda, e arrasta-o para longe, empalando-o no fim, requerendo mais uma vez a intervenção de um companheiro. Depois existem unidades especiais de Skaven equipados com uma arma de gás, uma metralhadora pesada, outros com armaduras, assim como um rato gigante, semelhante a um mini-boss. Infelizmente, todos estes inimigos repetem-se constantemente ao longo das missões, limitando um pouco a variedade da raça.

Sempre que um companheiro tombe, podem recuperá-lo, mas este fica com a barra de energia fragilizada. Desta forma têm de vasculhar o mapa à procura de kits médicos, munições e granadas. Se não forem salvos a tempo, morrem e fazem respawn num local longínquo do mapa, e terão de ser salvos pelos companheiros – uma mecânica bastante semelhante a Left 4 Dead.

Embora a maior parte das missões requerem que os jogadores avancem pelo nível, existem alguns objetivos a cumprir, tornando a experiência dinâmica e intensa. Por vezes é necessário explodir uma passagem, sendo necessário descobrir bombas e carrega-las ao local. Quem as carrega, além de ficar impedido de usar armas, desloca-se mais lentamente, e com o perigo das mesmas explodirem se forem atingidas pelos inimigos. Como calculam, os jogadores têm rapidamente de se coordenar e organizar para fazer o escolte. Existem outros objetivos semelhantes, como carregar sacas de alimentos. Para terminar a missão com êxito terão de entrar numa carroça de fuga. Quem fica para trás será penalizado…

Uma nota negativa para o sistema de emparelhamento do jogo. Sempre que um jogador sai a meio da partida é prontamente substituído por um bot. Por sua vez, um jogador pode entrar novamente no jogo e tomar o seu lugar. O problema é que não existe qualquer controlo, por vezes entra-se numa partida onde a equipa está toda chacinada ou a própria personagem morta; noutra situação entrei mesmo a tempo de receber a experiência final, nem um minuto estive presente. Compreendo a necessidade do drop in, drop out, mas deveria haver um lobby de pré-formação da equipa também. O estúdio precisa retificar este aspeto no futuro.

Quem gosta da ação cooperativa de Left 4 Dead, e do universo Warhammer, este Vermintide é um título a experimentar. Um jogo cheio de desafio, muito difícil, e por vezes frustrante, mas altamente recompensador, sobretudo quando conseguem jogar em equipa. É uma das grandes surpresas do ano!

Por: Rui Parreira

Conteúdo: BGamer

Warhammer: End Times – Vermintide

Lançamento: 23 de Outubro de 2015

Pontuação GameOver

Geral 83
Gráficos
 85
Som
 82
Jogabilidade
 86
Longevidade
 80

Pontuação Utilizadores

22
4 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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