Críticas

Warhammer: End Times – Vermintide

15.Dez.2015 17:27

Inspirado nas melhores mecânicas cooperativas de Left 4 Dead, eis um dos melhores jogos de Warhammer da atualidade.

Produzido pelo estúdio independente sueco Fatshark, Warhammer: End Times – Vermintide é uma das grandes surpresas do ano. O estúdio já havia desenvolvido alguns títulos conhecidos, de diferentes géneros, como o RTS Krater, Escape Dead Island ou plataformas de ação Bionic Commando Rearmed 2. A maioria da equipa é fã do universo Warhammer, e produzir um jogo inspirado neste ambiente foi sempre um sonho. O pitch dessa paixão foi transmitida com sucesso à Games Workshop, a criadora do universo, que não só concedeu a licença, como apoiou eficazmente o projeto numa parceria interessante.

Vermintide é um jogo de ação na primeira pessoa, com elementos de RPG, focado essencialmente numa experiência cooperativa para quatro jogadores. A fórmula é muito semelhante a títulos como Left 4 Dead, que é aliás a principal inspiração. A aventura situa-se no ambiente de End Times, na cidade Ubersreik, que é invadida por uma raça de ratazanas conhecida como Skaven.

O jogo começa numa taberna, que serve de quartel-general dos heróis. Neste podem consultar o mapa da região e aceder às missões disponíveis. Existem três atos narrativos, cada um deles com um número de missões disponíveis. Para avançarem nos atos terão de completar pelo menos uma vez todas as missões correspondentes.

Focado num ambiente de fantasia, os jogadores podem optar por uma das cinco personagens disponíveis, cada uma a representar uma classe: o Witch Junter, Empire Soldier, Dwarf Ranger, Bright Wizard e Waywatcher. Cada um tem um estilo diferente de jogar, habilidades distintas e as suas próprias armas. O anão, por exemplo, utiliza uma besta como arma à distância e um martelo para ataques de proximidade. Já a Bright Wizard, como o nome indica, recorre a bastões mágicos para eliminar inimigos à distância e uma espada no corpo-a-corpo. Há sempre alguma gestão a fazer nos combates, e pegando nestas duas personagens também como exemplo, terão de gerir as munições da besta; e se abusarem dos poderes mágicos do feiticeiro, haverá uma espécie de sobreaquecimento que começa a causar dano a si.

Ainda na taberna, terão de gerir o equipamento das vossas cinco personagens, pois só pode haver uma de cada na equipa. Assim, serão incentivados a colecionar um arsenal de peças comuns, raras e épicas, como os habituais RPG, e ao longo da experiência acumulada tornarem-se mais poderosos para finalizar as missões em dificuldades superiores. Finalizando as missões com sucesso terão a probabilidade de rodar dados, descobrindo figuras que ditam a qualidade da mesma.

Por outro lado, há um sistema de crafting, em que podem destruir armas e utilizar as matérias-primas não só para construir itens mais poderosos, como desbloquear as passivas dos objetos mágicos. É um sistema que obriga os jogadores a repetirem diversas vezes os mesmos níveis, para fazer grind de equipamento. E quanto maior a dificuldade que escolherem da missão, maior probabilidade de sair itens mais poderosos ou de maior raridade.

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Warhammer: End Times – Vermintide

Lançamento: 23 de Outubro de 2015

Pontuação GameOver

Geral 83
Gráficos
 85
Som
 82
Jogabilidade
 86
Longevidade
 80

Pontuação Utilizadores

30
3 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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