Críticas

The Legend of Zelda: Twilight Princess

04.Dez.2006 16:12

É a estrela do line-up de lançamento da Wii. É um dos grande títulos de 2006. Um essencial, portanto!

A Nintendo agarrou no episódio de Zelda desenvolvido com o Cubo em mente, mexeu na mecânica, encaixando-lhe as características muito próprias do combo Wiimote/Nunchuk, e fez dele protagonista dos vários lançamentos da Wii. E que protagonista! Sem dúvida, trata-se de um dos grandes títulos de 2006 e um dos melhores jogos alguma vez presentes no Dia Zero de uma consola. Queremos com isto dizer que se trata de um essencial, obviamente!

Para começar, há que dizer que Twilight Princess traz tudo aquilo a que os incondicionais de Zelda estão habituados, ou seja, quem tiver passado pelas anteriores aventuras de Link - ou dos vários Link, pois o protagonista muda em cada jogo - sentir-se-á imediatamente em casa. Isto porque, apesar das mudanças inerentes à presença do Wiimote, a base do jogo é a mesma. É como se fosse um reencontro com um velho amigo, que entra em nossa casa após um longo período de ausência. E as saudades eram muitas!

Tentando não revelar pormenores que estraguem o efeito surpresa, Twilight Princess leva-nos de volta a uma Hyrule à beira da catástrofe, estando o regresso à normalidade nas mãos de um improvável herói. Desta vez, o reino foi sujeito a um ataque que o colocou num eterno estado de entardecer. Os habitantes entraram em forma fantasmagórica e as monstruosidades passeiam-se através das ruas das vilas e cidades, após terem criado inimizades entre velhos aliados e quase destruído antigas civilizações.

Até chegarmos ao final, estão garantidas mais de 35 horas de pura aventura, isto se não perdermos mais algumas centenas de minutos a explorar os muitos segredos que polvilham o vasto mapa criado para o jogo, encontrando locais secretos e participando em pseudo mini-jogos. Longevidade pura!

Como é habitual em Zelda, Link começa a aventura do zero, ou seja, sem armas e com os mais básicos dos movimentos à disposição. Com o decorrer das horas, vai adquirindo novos poderes, armas, gadgets, escudos e armaduras. Obviamente que os primeiros passos do jogo servem de tutorial, que, neste caso, nos apresenta à novidades relativas à forma de controlo do herói.

De regresso está o fabuloso sistema de lock-on, com o trigger Z do Nunchuk a servir para nos fixarmos no alvo. As movimentações do Remote servem para desferirmos os mais variados golpes e uma rotação do Nun dá origem ao clássico golpe rotativo – só para vos darmos alguns exemplos... pois há mais, muito mais. A partir do momento que acedemos ao boomerangue e ao arco, o Wiimote poderá ser apontado para o ecrã, de forma a fazermos mira sobre os inimigos. Na recta final da aventura, cavalgaremos ao mesmo tempo que utilizamos o arco e o boom.

Tudo acontece de forma extremamente natural, não sendo necessários muitos minutos de jogo para nos sentirmos imediatamente em casa com a dupla de comandos Wii. Na verdade, está tudo tão perfeito que chegamos a pensar que a série nasceu com o combo Wiimote/Nunchuk em mente. E atrás não voltará.

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The Legend of Zelda: Twilight Princess (Wii)

Lançamento: 08 de Dezembro de 2006

Pontuação GameOver

Geral 97
Gráficos
 85
Som
 80
Jogabilidade
 98
Longevidade
 98

Pontuação Utilizadores

88
503 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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