Críticas

The Legend of Zelda: Skyward Sword

24.Nov.2011 17:29

Um quarto de século de ensaio para chegar aqui!

Faça-se um inquérito de rua para descobrir qual o título que a maioria das pessoas associará à Nintendo e a resposta mais frequente será, sem dúvida, Super Mario. Mas, tal como a hegemonia da dupla Lennon/McCartney nos índices de popularidade dos Beatles será entrecortada pela ocasional preferência por George Harrison, torna-se igualmente inevitável que um nicho dos inquiridos esqueça o icónico canalizador de bigode e opte por referir Zelda.

Mesmo que as aventuras de Link e as desventuras da princesa que empresta o seu nome à série já estivessem representadas na biblioteca de títulos da Wii com Twilight Princess, a Nintendo apostou, mesmo assim, na criação de mais um título original, o décimo sexto, a encerrar o ano que antecede o lançamento da nova consola da marca, reavivando o interesse por um hardware que muitos consideravam já definitivamente posto de parte e capaz apenas de ocupar em paz e sossego o seu lugar na história dos videojogos.

A decisão era arriscada e a legião de fãs do carismático guerreiro de túnica verde e orelhas em bico, já ocupados a fantasiar com a nova Wii U, não perdoariam a insistência numa plataforma com capacidades muito inferiores às das outras consolas da sua geração se o novo jogo não atingisse patamares de qualidade muito elevados.

Felizmente para a Nintendo e para todos os que apreciam jogos de qualidade, Skyward Sword não se limita apenas a cumprir o exigido e consegue superar expetativas e surpreender muito os que já faziam o funeral à consola.

Com todos os seus méritos, a saga não é propriamente conhecida pela coerência narrativa e os apreciadores habituaram-se às frequentes incoerências e anacronismos. Não sendo o mais importante, a história de Skyward Sword começa numa ilha flutuante onde Link se prepara para prestar provas como um dos cavaleiros que voam pelo céu sobre o dorso de Loftwings, aves enormes e coloridas. Depois de algumas peripécias iniciais relacionadas com a sabotagem de um rival fanfarrão (que servem para ambientar o jogador), consegue vencer e obter o prémio desejado das mãos de Zelda, que, ao contrário do que sucedia em títulos anteriores, não tem o seu título de princesa. Quando Zelda é raptada (surpresa das surpresas...), Link arma-se com uma poderosa espada dotada de propriedades místicas e é incumbido de descer ao lendário mundo da superfície, abaixo do manto de nuvens, para a encontrar. Ao seu dispor, terá o arsenal bem conhecido dos jogos anteriores e contará com o auxílio precioso de Fi, um espírito que vive na sua espada e que vai partilhando dicas importantes ou apenas comentários de pertinência e utilidade variáveis.

Um dos elementos que mais desperta a atenção no jogo é a excelência do sistema de controlo. Movimentos do comando MotionPlus obrigatório são reproduzidos de forma quase perfeita no ecrã como movimentos de espada. No geral, os controlos são perfeitamente intuitivos e torna-se difícil perceber de que forma poderiam ter sido melhorados, mesmo com um ou outro problema de calibração. É também com movimentos do comando que se controla o voo do Loftwing e as armas secundárias, sendo o resultado de tal forma cómodo que é como se, cinco anos depois do nascimento da Wii, a Nintendo tivesse finalmente editado o jogo para o qual o seu revolucionário sistema de deteção de movimentos foi criado.

The Legend of Zelda: Skyward Sword

Lançamento: 18 de Novembro de 2011

Pontuação GameOver

Geral 99
Gráficos
 99
Som
 94
Jogabilidade
 97
Longevidade
 99

Pontuação Utilizadores

78
89 votos

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Legend Of Zelda: Skyward Sword - Introdução

07.Out.2011

Duração: 00:03:11

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