Críticas

StarCraft II: Legacy of the Void

14.Dez.2015 17:32

A Blizzard fecha o ciclo da trilogia Starcraft 2 com um capítulo totalmente focado na raça Protoss.

Atualmente, o género RTS não tem sido o mais popular entre os jogadores, sobretudo pela sua evolução competitiva que deu origem aos MOBA. A Electronic Arts deixou adormecer Command & Conquer, a Ensemble Studios fechou portas e apenas a Relic Entertainment consegue oferecer experiências satisfatórias na atualidade. E depois há a Blizzard, cuja série Starcraft tem sido gerida de forma pouco comum: quando finalmente anunciou a sua sequela, revelou que esta seria repartida ao longo de três capítulos, um para cada fação do universo. O que os fãs não esperavam é que fosse necessário esperar tantos anos para concluir a saga.

Mais valeu a pena. Em retrospetiva, a trilogia Starcraft II é uma das melhores experiências RTS do género. Não só oferece uma componente competitiva ainda hoje muito requisitada nos eSports, como a riqueza do seu universo compete com as melhores narrativas de ficção científica nos videojogos. Apesar dos três jogos (ou expansões se preferirem), a história dá continuidade ao primeiro título e respetiva expansão Brood Wars, elevando a fasquia para o que vem a seguir…

O legado dos Protoss

Ainda assim, olhando para esta campanha focada nos Protoss, achamos que a anterior, Heart of the Swarm é superior no que diz respeito a variedade e design das missões. No jogo anterior a protagonista Kerrigan, transformada na Queen of Blades, era o foco da campanha e da sua jornada para encontrar Jim Reynor e impedir os planos de Acturus Mengsk, o grande vilão. Os jogadores acompanharam a evolução física de Kerrigan, escolhendo os seus poderes e habilidades especiais no processo.

No novo Legacy of the Void, ainda que a narrativa se foque em Artanis, líder dos Protoss, muito raramente estará presente no campo da batalha. Se há algo que gostamos no género RTS são as missões focadas nos heróis, com uma presença mais íntima com os jogadores e o anterior fez isso na perfeição. Nesta sequela, a maioria dos capítulos obriga quase sempre os jogadores a desenvolverem uma base, formarem exércitos e conquistarem objetivos, num formato mais próximo das suas origens. Há também um sentido de urgência patente na maioria das missões, seja tempo limite para cumprir objetivos ou suprimir investidas de inimigos num espaço a proteger. Não é que as missões do novo jogo sejam inferiores, apenas são mais complexas e cansativas de concluir.

No primeiro capítulo, Wings of Liberty, os jogadores amealhavam créditos para fazer upgrades nos edifícios e unidades, na base. No segundo jogo, todas as melhorias centraram-se em Kerrigan, mas neste terceiro é a nave capital dos Protoss, Spear Of Adun a ser o foco da atenção. Ao longo das missões, se completarem os objetivos secundários amealham Solarite, uma fonte de energia para ativar habilidades especiais da nave. Existem diversas opções, capazes de conferir alternativas estratégicas muito interessantes nas missões, sejam ataques especiais, capacidade de reparar unidades, acelerar temporariamente os processos dos edifícios, invocação de reforços, entre outras passivas interessantes.

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StarCraft II: Legacy of the Void

Lançamento: 10 de Novembro de 2015

Pontuação GameOver

Geral 85
Gráficos
 86
Som
 85
Jogabilidade
 90
Longevidade
 86

Pontuação Utilizadores

80
13 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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