Críticas

Skylanders: Superchargers - Uma das maiores séries dos últimos anos está de regresso

21.Out.2015 17:08

Os Skylanders estão de regresso e desta vez contam com a preciosa ajuda de viaturas para enfrentar o vilão Chaos!

Skylanders entrou para a lista dos lançamentos anuais e embora o primeiro título – ainda como parte da série Spyro the Dragon – tenha sido inovador e pioneiro no género dos brinquedos interativos, tem vindo a cada capítulo introduzir novidades. Claro que mais que um jogo de plataformas, de grande qualidade, destinado aos jogadores mais novos, é o apelo ao colecionismo, por muito dispendioso que seja, que tornou a série muito bem-sucedida. Os bonecos, que comunicam com a consola através de NFC, costumam voar das prateleiras e deram motivo à Nintendo, Disney, e recentemente a LEGO, para criarem as suas visões da tecnologia.

Todos os anos os bonecos são diferentes, ainda que haja sempre retrocompatibilidade com as figuras existentes. A novidade deste ano é a introdução de veículos, criando desafios de ação motorizados, assim como verdadeiras corridas, quase num modo à parte da aventura. O portal foi redesenhado para conseguir receber dois bonecos e uma viatura, para além da coleção de cristais do jogo anterior. Ao todo, foram introduzidos 20 novas figuras Skylanders, incluindo viaturas e ainda alguns cristais de vilões.

Skylanders a todo o gás!

Em modos gerais a aventura mantém a mesma estrutura que os jogos anteriores. Os jogadores assumem as personagens inseridas no portal, com a ação a desenrolar-se numa perspetiva de câmara isométrica, na terceira pessoa. O jogo utiliza câmaras fixas, o que por vezes se torna complicado aceder a certos locais, sobretudo nas partidas multijogador. Ao longo da história chegarão à academia Skylanders, local que serve de HUB a todas as atividades, missões narrativas, corridas e mini-jogos, para além das lojas e oficinas para melhorarem as personagens e veículos.

Quem jogou os títulos anteriores irá rapidamente adaptar-se à nova aventura, tendo em consideração que certas áreas foram desenhadas para o uso de viaturas. Contem com alguns desafios, saltos acrobáticos e combates com os carros. Quando jogado em cooperativo, na mesma consola, um jogador assume o controlo da viatura e a segunda as respetivas armas, numa experiência bem divertida!

Como é apanágio da série, certas áreas do jogo estão bloqueadas à classe das personagens – fogo, água, magia, etc. O mesmo acontece agora com as viaturas, que se dividem em três formatos: terrestres, aquáticos e aéreos. Ainda que seja um incentivo a colecionar as figuras, é igualmente limitador de conteúdo para quem não as quer adquirir. O Starter pack contém duas figuras e uma viatura terrestre, e caso optem pela versão Wii U, terão acesso a bonecos exclusivos de Donkey Kong, Bowser e uma viatura personalizada. O mais interessante é que rodando a base das figuras ligam a compatibilidade e estas transformam-se em Amiibos.

A novidade prende-se mesmo com as corridas, cujo acesso se rege pelas mesmas regras da aventura, ou seja, estão trancadas ao tipo de viatura. As corridas são muito divertidas, colando-se à fórmula vencedora de Mario Kart: cenários coloridos, repletos de detalhes e atalhos, assim como diversos power ups para recolher. A utilização das armas tende a tornar a corrida caótica, numa espécie de vale-tudo para cortar a meta em primeiro. O ecrã divide-se quando jogam com um amigo na mesma consola.

Para além da árvore de atributos das personagens, que melhoram através de experiência acumulada, também os veículos podem ser atualizados com novas peças: pneus, motores, buzina, entre outros acessórios que melhoram a velocidade, armadura e capacidade de ataque.

No geral, Skylanders Superchargers mantém a tradição da série em oferecer uma experiência colorida, divertida e repleta de coisas para fazer. Desta vez os amantes da condução vão delirar com a introdução de veículos. Ainda assim, pensamos que a série está subaproveitada ao manter esta estrutura linear de jogo de plataformas por capítulos. Já havia sugerido em anteriores edições que o universo já está suficientemente maduro para se tornar num sandbox, ou seja, um mundo aberto à exploração, e agora com veículos, não havia desculpa para não o fazer. Fica para a próxima, certamente!

Por: Rui Parreira

Conteúdo: BGamer

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