Críticas

Rise of the Tomb Raider - Um regresso em grande para Lara Croft

11.Nov.2015 16:57

A segunda aventura de Lara Croft após o reboot demonstra a coragem e carisma de uma das mais reconhecidas personagens dos videojogos. Saibam como tudo aconteceu!

Tomb Raider é uma das principais bandeiras da indústria dos videojogos e Lara Croft um ícone incontornável da cultura pop. O primeiro jogo da série ajudou a solidificar a PlayStation no mercado, gerando múltiplas sequelas, ainda que num percurso de altos e baixos na sua qualidade. A Core Design, criadora original da série foi mesmo afastada do leme, e entregue à experiente Crystal Dynamics, que desde então conseguiu restaurar a confiança de Lara no seio dos fãs. E muito desse esforço culminou com o recente reboot à série, onde foi explicado as origens de uma das personagens mais destemidas dos videojogos.

A transformação de Lara, da miúda britânica frágil e inocente que se vê perdida numa ilha, após naufrágio do seu navio; ao epílogo que a tornou numa brava sobrevivente ao perigo da selva e à invasão de terríveis mercenários. Do medo de disparar uma flecha do seu arco contra um veado para saciar a fome, à destemida capacidade de enfrentar grupos de soldados treinados. Todos sabiam que Lara Croft iria assumir a sua vontade de explorar o mundo em busca de tesouros perdidos e entidades sobrenaturais, e é isso que vamos assistir nesta sequela direta, justificando-se a escolha do título.

Todos nós gostamos de uma caça ao tesouro, pois todos assistimos no cinema às aventuras de Indiana Jones, a procura de joias no Nilo e esmeraldas perdidas, procurámos as minas do rei Salomão e os tesouros nacionais. Mas nos videojogos, foi Lara Croft e a série Tomb Raider que transferiram para os jogadores as emoções de uma aventura intensa, a viajar pelo globo à procura de pistas. De referência, o hiato de Lara Croft fez surgir naturalmente no mercado a série Uncharted, onde Nathan Drake assumiu a versão masculina do mais próximo que existe de Indy ou Allan Quartermain.

Por a PlayStation ter como exclusivo a série Uncharted, num género muito apetecido pelos executivos da Microsoft, a aquisição do exclusivo temporário do lançamento de Rise of the Tomb Raider para a Xbox One deixou os fãs chocados.

Em busca da alma eterna

Se há algo que torna excitante este tipo de aventuras é o objeto da demanda, a motivação dos heróis a explorarem os locais mais inóspitos do planeta. Tesouros ou segredos tão bem escondidos ou protegidos, que destacam a capacidade singular dos aventureiros em decifrar pistas e enfrentar hordas de mercenários ou guardiões sobrenaturais. É algo tão cliché que na sua ausência tornaria as histórias aborrecidas, por muito carismáticas que fossem os protagonistas. Afinal, quem gostaria de ver Indiana Jones a dar aulas de arqueologia, ou Lara Croft numa festa de caridade?

A nova aventura acontece um ano após os eventos no Yamatai, com a experiência sobrenatural de Lara Croft a ser desacreditada pela organização Trinity. Esta corporação tem acesso a grandes recursos e total interesse em descobrir e apoderar-se de artefactos supernaturais para uso dos seus planos de dominação. Querendo provar que não está louca, Lara entra num estado obsessivo de procurar a verdade sobre diferentes mitos espalhados pelo mundo. Neste caso, começa pelas anotações do seu pai, também ele desacreditado na comunidade científica, sobre a possível existência de um artefacto capaz de conferir vida eterna aos seus detentores. A investigação conduz a heroína às montanhas gélidas da Sibéria, para procurar a cidade perdida de Kitezh, construída por Yuri II de Vladimir, no século XIII.

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Rise of the Tomb Raider

Lançamento: 11 de Novembro de 2015

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 89
Gráficos
 94
Som
 92
Jogabilidade
 90
Longevidade
 83

Pontuação Utilizadores

87
32 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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