Críticas

Resistance: Burning Skies

04.Jun.2012 15:12

O primeiro FPS da Vita com falhas quase sempre perdoáveis.

Além de ser um FPS de pleno direito, Resistance: Burning Skies é também um FFPS. Ou seja, um first-first person shooter, pelo menos no que à PS Vita diz respeito, tratando-se da primeira aparição do género na consola. Outro marco assinalável é o facto de ser o primeiro FPS numa consola portátil jogável com dois analog sticks, o que o distancia imediatamente das artimanhas de controlo duvidosas em esforços anteriores, quase sempre com resultados menos que ideais. Com a vantagem acrescida de um ecrã tátil à frente e de um painel tátil atrás, o que multiplica as possibilidades.

Apesar de um ou outro pormenor melhorável, o resultado é positivo. Os sticks duplos permitem controlar o jogo da forma habitual nas consolas de sala e, nesse aspeto, nada haverá a apontar. Nos controlos secundários com recurso às funcionalidades exclusivas da Vita, sim. O toque duplo no painel traseiro para correr funciona e é mais conveniente do que pressionar o botão direcional (o controlo alternativo). Quanto ao ecrã tátil, tocar um inimigo para o fixar como alvo de disparos é uma excelente ideia, tocar para interagir com objetos também se aceita, mas talvez se tenha ido longe demais no acumular de funções táteis. É também com um toque que se lançam granadas ou que se usa o machado quando a munição falta. Não é muito fácil mirar uma granada, por exemplo, e fazê-la cair no sítio certo dependerá mais do acaso do que da perícia do jogador. Além disso, com tantas ações dependentes do ecrã tátil e com os botões respetivos alinhados num espaço relativamente pequeno, não é difícil querer golpear uma porta à machadada e fazer uma granada rebentar-nos na cara.

Mas nem só de controlos se faz um jogo. Neste caso específico, faz-se também da história de Tom Riley, um bombeiro que passa diretamente do combate a incêndios para a resistência a uma invasão extraterrestre numa realidade alternativa em que, concluída a Segunda Guerra Mundial, o mundo se vê atacado por criaturas de outro planeta cuja expansão parece virtualmente imparável. Pelo caminho, perde a mulher e a filha e alinha nos esforços de resistência movido pela vontade de as resgatar. Esta motivação familiar volta a ser ocasionalmente referida, mas, para quem está tão desesperado em encontrar a família, Tom Riley parece deixar-se levar vezes demais por fios narrativos que se considerariam secundários. Mesmo assim, a história aguenta-se bem, mesmo sem grande profundidade, os diálogos são bons e as vozes bastante conseguidas.

Graficamente, as potencialidades da Vita são aproveitadas de forma correta. Ninguém ficará deslumbrado com a experiência, mas os ambientes estão bem construídos e ajustam-se à ação. É pena que as personagens humanas precisassem de alguns retoques gráficos e no movimento para parecerem mais reais. Aos inimigos, os bizarros Chimera, uma menor repetição de adversários exatamente iguais ou com variações mínimas tornaria o jogo melhor. As cutscenes tentam criar um ambiente vintage apocalíptico, mas haveria formas menos rudimentares de o fazer, como vimos recentemente em jogos das séries Fallout ou Bioshock.

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Resistance: Burning Skies

Lançamento: 30 de Maio de 2012

Pontuação GameOver

Geral 68
Gráficos
 71
Som
 63
Jogabilidade
 70
Longevidade
 65

Pontuação Utilizadores

60
14 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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Resistance: Burning Skies - Trailer Multiplayer

13.Abr.2012

Duração: 00:01:06

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