Resident Evil: A história até agora (1ª parte)
23.Jan.2012 17:28
Num ano cheio de títulos Resident Evil, revisitamos a história dos vários jogos da série que ajudou a redefinir o conceito survival horror num especial de duas partes.
Fazer uma retrospectiva da história presente em Resident Evil desde o seu lançamento até aos dias de hoje é certamente uma tarefa ingrata. A infinidade de pequenos detalhes e ligações entre lançamentos que se foram criando ao longo dos anos com um sem fim de reviravoltas no argumento, sequelas, prequelas, remakes, versões alternativas consoante a plataforma, versões para light gun e modos de jogo alternativo em nada facilitam a criação de uma retrospectiva de uma das mais lucrativas sagas na história dos videojogos.
Serve então este artigo como um levantar do véu sobre o vasto universo Resident Evil e um pequeno aperitivo para os lançamentos que se avizinham: Revelations e Operation Raccoon City.
Poucos serão os jogadores, que ao serem questionados sobre qual é para eles um dos mais marcantes jogos de terror não terão debaixo da língua a resposta “Resident Evil”. Relevante como poucos, Resident Evil redefiniu o conceito de survival horror nas plataformas de jogos.
Nada voltaria a ser como antes.
Corria o ano de 1996 quando, pelas mãos da Capcom e da mente criativa de Shinji Mikami, surgia Resident Evil. Originalmente chamado Biohazard na sua versão japonesa, viu o seu nome alterado no ocidente por motivos legais e de marketing para Resident Evil.
Trazendo para a ribalta um novo estilo de jogabilidade e também um inteligente aproveitamento das capacidades gráficas e sonoras da plataforma que o viu nascer, a PlayStation, Resident Evil tornou-se, lado a lado com Street Fighter, a imagem de marca da Capcom e uma das suas mais rentáveis criações dando origem a um sem fim de versões e adaptações. Cinema, literatura, banda desenhada e até mesmo action figures, contribuíram para alargar o universo Resident Evil, trazendo-o para o imaginário global.Personagens como Chris Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker, a malévola Umbrella Corporation e o T-Virus passaram a fazer parte do léxico dos jogadores.
Ainda hoje, passados todos estes anos, Resident Evil é visto como uma referência na criação de uma ambiência de verdadeiro terror e desespero.
A contribuir para isso estiveram certamente algumas opções de design que acabaram por se tornar apanágio da saga: ângulos de câmara fixos, micro gestão do inventário, pontos de save extremamente limitados (quem pode esquecer os ignóbeis ink ribbons?) ou até mesmo impossibilidade de correr e disparar ao mesmo tempo. Pormenores que hoje poderão ser entendidos como limitações na jogabilidade, foram tornados em Resident Evil, parte integrante do jogo, dando-lhe uma dificuldade acrescida e uma sensação de incógnita sobre o que poderia esperar o jogador ao virar de cada esquina, obrigando-o calcular ao pormenor cada passo dado.
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