Críticas

Rainbow Six: Siege - O regresso em grande para a série

17.Dez.2015 15:32

A nova proposta da série foca-se numa experiência tática hardcore focada no jogo em equipa.

Muitos terão ficado simultaneamente entusiasmados com Patriots, que seria o capítulo seguinte da série Raibow Six, depois dos dois excelentes Vegas. Seria uma experiência sobretudo focada na campanha narrativa, numa visão mais próxima de Ghost Recon. Depois de cancelado, a equipa focou-se num conceito distinto e totalmente centrando na vertente multijogador.  

Na sua essência, Rainbow Six Siege está para o género de ação tática, como o Football Manager está para o futebol. Ambos tentam redefinir a melhor experiência próxima do realismo possível, significando que o resultado final não será para todos. O novo capítulo da famosa série desvia-se totalmente das suas origens narrativas, em primeiro lugar por se focar apenas na componente online, seja ela cooperativa ou competitiva, ou ambas; em segundo porque necessitam de coordenação de equipa, conhecer os mapas e saber onde estar e o que fazer; precisam saber as funções de cada classe de personagem que desbloqueiam; por fim, é necessário mais paciência que um qualquer simulador de futebol: podem passar uma partida, ou uma ronda sem disparar um único tiro e vencer; ou não disparar a arma e morrer nos primeiros instantes da ronda, e como consequência, assistir ao seu desenrolar, de fora da ação…

Equipa vencedora

Siege tem tanto de emocionante como de frustrante, diria mesmo, mais do segundo, e ainda assim, é difícil não repetir a experiência. À medida que os dias passam, desde o seu lançamento, o fosso entre os melhores jogadores e os que agora começam torna-se maior. Isto significa que jogar sozinho, encontrando jogadores aleatórios online, é uma autêntica lotaria. Basta um ou dois elementos estarem perdidos, ou melhor, abordarem a ação como um banal FPS, para que rapidamente a equipa seja chacinada.

O jogo foi criado para uma experiência em grupo, em trabalho de equipa. É necessário medir os passos que dão, ter atenção ao que podem encontrar no virar da esquina, pois o adversário pode estar deitado, à espera, em qualquer esconderijo improvisado. Conhecer os cantos do cenário é à partida uma vantagem importante, mas o design dos mapas é superior a qualquer coisa que tenha sido lançado no género. A maior parte das paredes podem ser destruídas, as janelas arrombadas, ou seja, virtualmente nunca saberão de onde pode surgir a equipa.

Presenciei situações impressionantes, de inimigos que espalharam explosivos em diferentes aberturas exteriores, e fizeram rappel para o telhado. Quando ativaram os explosivos, quase de forma sincronizada, chamando a nossa atenção para o local, fomos surpreendidos pelo lado contrário do edifício, vindos de cima. A partida não durou um minuto. É possível reforçar as paredes com blindagem, numa base limitada, mas cada local apresenta múltiplas formas de invasão.

Neste título, existe tanto de abordagem tática e planeada, como de caos e improviso. Dependendo do local onde são atingidos, podem morrer instantaneamente, ou ficarem incapacitados e terem de esperar pelo resgate de um companheiro. No fundo, Siege é o jogo do gato e rato, dos que defendem e atacam, em turnos alternados. As missões requerem que uma equipa resgate um civil sequestrado, um recipiente biológico ou procure bombas para anular. Do outro lado, a equipa tem de proteger os objetivos até terminar o contador. Mas existe um objetivo soberano: eliminar todos os jogadores da equipa adversária. E nesse aspeto, Siege apresenta poucos incentivos para completar as missões como é suposto, aliás, durante o teste, só uma outra vez assisti uma equipa a vencer de forma legítima.

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Tom Clancy's Rainbow Six: Siege

Lançamento: 13 de Outubro de 2015

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 84
Gráficos
 80
Som
 90
Jogabilidade
 88
Longevidade
 82

Pontuação Utilizadores

58
5 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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