Mortal Kombat: Shaolin Monks
03.Out.2005 17:30
A saga Mortal Kombat entrou em modo beat’em all. Mesmo longe de ser perfeita, é uma obra altamente divertida. Gostámos!
Ed Boon está de regresso com mais um Mortal Kombat. Desta vez, o estilo escolhido mistura géneros como o brawler, aventura e até plataformas. O resultado final é divertido, ao contrário do que aconteceu com os anteriores spin-offs MK - Mythologies e Special Forces.
A aventura decorre entre o primeiro e o segundo Mortal Kombat, colocando-nos na pele de Liu Kang ou Kung Lau. A dupla tem de se haver com o mau perder de Shang Tsung, responsável por causar o caos entre as hostes de infelizes e pacíficos monges. Tudo muito filme série Y, como é habitual. Com o decorrer da aventura, desbloqueamos mais uma dupla de personagens jogáveis - uma com uma enorme paixão pelo gelo e outra que não se cansa de dizer Get over here!...
A passagem para o universo beat’em all foi feita de forma excelente, com a alma MK a manter-se intacta. Portanto, contem com os mais conhecidos golpes da saga, adaptados aos combates em grupo. E se no início a ementa de movimentos é curta, com o passar do tempo, e com o arrecadar de pontos de experiência, vamos comprando os mais devastadores dos socos, estalos e pontapés.
Os referidos pontos de experiência podem atingir valores dignos de nota, sempre que damos uso a algumas das imagens de marca da série, que aqui surgem em versão esteróides anabolizantes: as combos e os mais fantásticos dos jugglings – manter o adversário no ar à base da tareia.
Como não poderia mesmo deixar de ser, as Fatalities estão presentes. As Brutalities e as novíssimas Multalities – vários inimigos aniquilados de forma realmente bonita de se ver – também dão um ar de sua graça. Ao contrário do habitual, estes golpes não são apenas desferidos no momento em que o inimigo foi derrotado. Monks vem acompanhado por uma barra de energia especial, que se vai enchendo consoante os golpes desferidos. No momento em que se encontra cheia, podemos activar as Fatalities, independentemente da vitalidade da vítima escolhida. Bem engraçado.
Igualmente engraçada é a possibilidade de interagirmos com diversas partes dos cenários, utilizando-as a nosso favor. Ou seja, se aplicarmos um golpe no local correcto, podemos causar morte instantânea ao adversário. Catapultas... paredes com espetos e o incontornável pit são apenas alguns exemplos. Vá lá saber-se porquê, estes mimos não fornecem pontos de experiência. Um bocadinho idiota.
As armas também não ficaram de fora, sendo possível utilizar diversos objectos para tirarmos mais vida às criaturas. Tudo muito inspirado nas incursões 128 bits de Kombat.
Como dissemos há alguns parágrafos atrás, presentes estão muitos sabores ao estilo aventura. Queremos com isto dizer que para avançarmos em determinados níveis é necessário encontrar primeiro certos objectos ou adquirir determinados poderes especiais. Este facto faz com que o backtracking seja uma realidade. Infelizmente, não são poucos os momentos em que andamos para a frente e para trás nos cenários, revisitando as mesmas localidades mais vezes do que o desejado. Podia ter sido evitado...
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