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Mortal Kombat: Há 20 anos a arrancar cabeças

29.Ago.2012 16:57

Estávamos em agosto de 1992 quando as máquinas de arcada se tornaram arenas para desmembrar e incinerar os adversários.

A história de Mortal Kombat é cheia de fatalidades, mas não se pode dizer que a vida deste jogo tenha sido trágica.

Nascido em 1992 em resposta ao sucesso de Street Fighter 2, o pequeno projeto encabeçado por Ed Boon e John Tobias viria a tornar-se num dos mais icónicos jogos da história da indústria e a lançar para a mesa a incessante discussão sobre a violência nos videojogos.

A ideia inicial era usar o ator Jean-Claude Van Damme e torná-lo a principal estrela do jogo de luta, mas dificuldades na negociação com a estrela - que estava envolvida noutro projeto videojogável que acabou por não se materializar - ditaram que Mortal Kombat seguiria sem o star power de Van Damme, que, no entanto, vive espiritualmente no título através do personagem Johnny Cage.

Envolto numa narrativa mais densa do que o habitual no género, muitas vezes sem grande nexo ou propósito, Mortal Kombat seguia as pisadas de Liu Kang, um Shaolin que entra num torneio para defender o destino da Terra (o Earthrealm) e de toda a humanidade contra o maléfico Shang Tsung e o campeão do Outworld, Goro – um Shokan de quatro braços.

Em suma na história do jogo, o torneio Mortal Kombat foi criado para prevenir que reinos se invadissem mutuamente, e só vencendo dez torneios seguidos seriam abertos os portais que permitiriam que um subjugasse o outro.

Os anos 90 foram risonhos para a série, com as três primeiras entradas classificadas como clássicos absolutos e títulos que ajudaram a definir o género dos jogos de luta como segmento relevante na indústria dos videojogos.

Contrariamente à concorrência, que usava personagens desenhados, a equipa de desenvolvimento de Mortal Kombat decidiu usar digitalizações dos personagens que, na altura, permitia um grafismo mais realista, e claro, a violência e sangue tomavam uma dimensão mais palpável para a altura.

Não havia grande estratégia ou necessidade de dominar a jogabilidade deste ou daquele personagem. À exceção dos ataques especiais - que tornavam cada combatente único - os ataques básicos e a sua execução eram iguais em todos os personagens, o que reduzia e muito a barreira de conseguir pegar no jogo e fazer alguma coisa dele, contrariamente à faceta mais estratégica de Street Fighter (ainda hoje considerado um Ex libris do género).

A grande surpresa vinha quando a barra de energia do adversário era consumida no final do segundo round e as palavras “Finish Him!” surgiam no ecrã. Se a combinação de comandos fosse introduzida corretamente, o ecrã escurecia e era possível decapitar, queimar ou arrancar órgãos ao combatente inimigo completamente esgotado e à nossa mercê. Estava criada a mais conhecida mecânica de Mortal Kombat: As fatalidades.

Toda esta violência entusiasmou a comunidade de jogadores, mas agradou pouco às entidades reguladoras e aos pais em geral e, Mortal Kombat, acabou por desencadear a criação do Entertainment Software Rating Board (ESBR), ainda hoje usado para classificar os videojogos por faixas etárias nos EUA.

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