Críticas

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain - O melhor jogo da série?

07.Set.2015 18:13

Big Boss está regresso naquele que promete ser o último titulo da série produzido por Hideo Kojima. Mas será The Phantom Pain o melhor jogo da saga ou apenas um final sem sabor?

Ao longo de quase três décadas de existência, a série Metal Gear transformou para sempre a produção de videojogos e cimentou alguns dos alicerces mais importantes da indústria. A cinematografia, a atenção à narrativa e a construção de uma experiência verdadeiramente inesquecível deram a cada um dos jogos da série a sua própria personalidade. E agora, 28 anos depois do primeiro Metal Gear, recebemos aquele que é, quase indiscutivelmente, o melhor jogo da série.

E digo-o sem quaisquer pudores: The Phantom Pain é o melhor jogo da série a todos os níveis. A fórmula foi tão refinada e aperfeiçoada que o último título é capaz de reunir todos os melhores atributos da imaginação de Kojima num só jogo, dando aos jogadores a experiência mais completa e recompensadora que irão encontrar nesta geração. The Phantom Pain é um jogo quase perfeito, e um adeus sentido de um dos melhores produtores da indústria.

Nove anos depois dos acontecimentos de Ground Zeroes, Big Boss, aqui conhecido como Venom Snake, acorda de um longo coma que o deixou desligado do mundo. Agora sem o braço esquerdo e com um enorme estilhaço preso na sua cabeça, o maior soldado do mundo é apenas uma sombra daquilo que já foi; quebrado e assustado, acorda para um mundo que parece não lhe pertencer e que o quer ver morto.

Disposto a vingar-se da organização Cipher e do misterioso Skull Face, Big Boss reúne-se com Ocelot e Miller para reorganizar o seu exército privado, e dar novamente início à construção da sua base sem fronteiras: Outer Heaven. A vingança é o maior mote na história de Phantom Pain, um jogo sobre a perda e a dor invisível que marca todos aqueles que se aventuram pelos campos de batalhas. Até onde seremos capazes de ir para nos vingarmos? O que seremos capazes de perder para atingirmos a nossa justiça e ter a nossa paz? Estas são perguntas que Kojima levanta durante a viagem de Big Boss até ao maior dos infernos, naquela que se assume como a história mais visceral e desconcertante da série.

Apesar de apresentar temáticas fortes e conseguir delinear um trajeto recompensador durante a maioria da sua duração, a história de The Phantom Pain evolui através de uma estrutura bastante diferente dos jogos anteriores. Pela primeira vez, a narrativa assume um papel quase secundário durante a maioria das missões, desenrolando-se lentamente através de pequenos trechos de história com pouco mais de cinco minutos. A nova aposta de Kojima cria, no entanto, um enorme mistério que atinge todos os pontos certos, ainda que às vezes pareça estar pouco interessada em desenvolver a sua própria história.

Mas no fundo, e ainda que longe dos vídeos intermináveis de Guns of the Patriots, The Phantom Pain domina os seus temas e sabe perfeitamente para onde está a caminhar, e fá-lo através de uma abordagem mais documental que Kojima insere em cada uma das cutscenes. Apesar da curta duração, ficamos com a sensação de estarmos mais próximos de Big Boss e companhia durante os momentos mais desconfortáveis e violentos da campanha, e não iremos esquecer, por essa mesma razão, algumas das reviravoltas mais impressionantes.

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Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Lançamento: 1 de Setembro de 2015

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 95
Gráficos
 94
Som
 93
Jogabilidade
 96
Longevidade
 95

Pontuação Utilizadores

86
46 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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