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Mega CD: Era uma vez o FMV

11.Nov.2002 17:36

Esta semana resolvemos voltar às histórias das consolas. Que dizem a ficarem por dentro da curta e atribulada existência do Mega CD?!

Estávamos no Verão de 1991, quando a Sega surpreende meio mundo ao apresentar um novo sistema no Tokyo Game Show. Sim, porque até então, ninguém escutara um único rumor acerca do seu desenvolvimento.

Na verdade, não se tratava de uma consola original, mas sim de um add-on para a MegaDrive, denominado Mega CD. E o nome não deixava dúvidas, a máquina, que se colocava sob a 16 bits, usaria os hoje tão banais CD-ROMs para combater a TurboGrafx -16.

Como não podia deixar de ser, o Mega CD chega às lojas nipónicas, no início de Dezembro. Mas o seu preço a rondar os 400 euros assustou, decerto, os gamers, e os únicos dois jogos a acompanhar o lançamento também não fizeram milagres.

Assim sendo, a máquina ficou-se por umas modestas cem mil unidades vendidas no primeiro ano no mercado. Um número bastante triste para algo que a Sega previa vir a arrasar com a SuperNintendo.

Voltando aos jogos... Os primeiros tempos não foram brilhantes, muito pelo contrário. Só em Junho de 1992, o Mega CD conheceria um best-seller: Lunar: The Silver Star, que conseguiu vender os seus primeiros 100 mil exemplares de uma assentada.

É também em 1992 que a máquina é apresentada, oficialmente, nos Estados Unidos, mais exactamente no Consumer Electronics Show em Chicago. Isto passados seis meses sobre o seu lançamento japonês.

A chegada às lojas norte-americanas dá-se em Outubro e, ao contrário do que acontecera no Japão, o stock inicial esgota e as vendas mantém-se bastante bem durante os primeiros meses, apesar do custo de 300 euros por consola. só para ficarem com uma ideia, saíram das lojas 50 mil máquinas, ainda antes do Natal. No final ano, o número atingiu as 200 mil.

Entretanto, os estúdios começam a interessar-se pelo sistema, incluindo a Imagesoft, a divisão de jogos da Sony, que no entanto planeia a criação de uma drive de CD-ROM para a SNES.

Mas, enquanto os americanos se rendiam ao Mega CD ? a que chamaram Sega CD ? a Sega pensava já num upgrade para a máquina, que chegaria em 1993: o Mega CD 2.

Alguns meses antes da estreia da segunda versão da consola, aterra na Europa o original.
O elevado preço ? à volta de 400 euros ? não convidava à compra, mas mesmo assim saltaram das prateleiras do Reino Unido 60 das 70 mil consolas disponíveis, entre a Primavera e o mês de Agosto de 1993. No line-up de lançamento estavam títulos como Cobra Command (a acompanhar a máquina), Road Avenger, Chuck Rock e Wonderdog. Mas nem mesmo os jogos seguintes conseguiram trazer o sucesso ao Mega CD no Velho Continente. Na verdade, durante o seu curto ciclo de vida de três anos, a consola não chegou a vender um milhão de unidades em toda a Europa.

Retrospectiva


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