Críticas

Mad Max - Será o jogo tão bom como os filmes?

04.Set.2015 18:05

Depois do regresso de Mad Max no cinema, a obra de George Miller é convertida a um explosivo videojogo. Valeu a pena?

O universo de George Miller, Mad Max, foi recuperado este ano com o novo filme Estrada da Fúria, 35 anos após o lançamento do original, protagonizado pelo então estreante Mel Gibson. O novo filme, realizado pelo autor original, não só relembrou aos fãs a razão da sua obra ter influenciado a cultura popular da visão de como será o nosso planeta num futuro pós-apocalíptico, não muito distante; como dá a conhecer aos mais jovens uma das personagens mais carismáticas do cinema: o anti-herói Max Rockatansky.

O filme demorou muitos anos a ser produzido, e antecipando-se ao novo fenómeno, o estúdio de Just Cause, a sueca Avalanche Studios, agarrou a licença para fazer aquilo que melhor sabe: criar um gigantesco sandbox capaz de homenagear os filmes e o universo conhecido. Mas será que esta adaptação livre do universo, com breves ligações ao novo filme, consegue satisfazer os fãs? Ou melhor, estamos perante um bom sandbox?

A história começa exatamente com Max a ser assaltado pelo gangue, ficando sem roupas, itens e o seu precioso Interceptor, para além de ter sido deixado a apodrecer no deserto. Recomposto, o seu objetivo é reclamar a sua viatura, numa jornada que leva a conhecer Chumbucket, um bizarro corcunda mecânico, que se propõe a construir um novo carro, o Magnum Opus.

A relação entre as duas personagens manifesta-se durante a jogabilidade. Chumbucket é o verdadeiro sidekick de Max, sempre presente durante os combates com veículos. Enquanto o protagonista conduz, o mecânico utiliza arpões para imobilizar outras viaturas, seja a arrancar uma roda ou o próprio condutor do assento. E quando o carro está danificado, basta imobilizar a viatura que o companheiro rapidamente salta para o motor para o compor.

O terror das Wastelands

A estrutura de Mad Max não foge ao esquema tradicional do género sandbox, ou seja, terão de explorar um mundo aberto, completando atividades paralelas à narrativa principal. As missões de história estão assinaladas, mas existem Quests paralelas, corridas e os típicos assaltos às fortalezas dos War Boys espalhados pelos locais. Uma vez conquistados, o povo livre assume o local, semelhante a Far Cry 4, sendo que o objetivo geral é libertar cada região da influência dos tiranos. Todas as atividades concluídas contribuem para diminuir a presença dos inimigos, até a conquistarem a região por completo.

Embora o jogo esteja repleto de conteúdo para completar, este torna-se bastante repetitivo a médio/longo prazo. Existem muitos itens para recolher, objetos para destruir espalhados pelo deserto, bases para capturar e comboios de mercadorias para assaltar. Para além disso, atividades como desarme de minas, encontrara componentes para os carros ou recuperar peças para melhorar as bases dos aliados, são apenas algumas das atividades que se repetem indefinidamente ao longo da aventura.

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Mad Max

Lançamento: 4 de Setembro de 2015

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 75
Gráficos
 87
Som
 85
Jogabilidade
 83
Longevidade
 90

Pontuação Utilizadores

79
22 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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