Críticas

LEGO Marvel Super Heroes [Crítica]

29.Nov.2013 11:50

A criatividade inerente às construções com peças de LEGO parece escassear em LEGO Marvel Super Heroes, cuja fórmula sofre de repetição e apresenta pouca inovação.

Mais um ano, mais um título LEGO da TT Games. Desta vez a temática escolhida é a dos super-heróis e vilões da Marvel, ainda a tempo de aproveitar o apelo duradouro d’Os Vingadores, o blockbuster de 2012. Desta feita, recordam-se caras conhecidas como Thor, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Hulk e Homem América, entre muitos outros como os X-Men e os membros do Quarteto Fantástico, lançam-se noutra aventura para salvar o mundo (desta vez literalmente).

A narrativa tenta seguir, de certa forma, a estrutura do filme. Os vilões são apresentados gradualmente em incidentes sem grande significado até se tornar evidente que existe um plano maléfico com uma dimensão ameaçadora, plano esse que acaba por ser estragado por uma aliança, reforçando a máxima “a união faz a força”. Mas por muito revisto que seja o argumento, serve o propósito de forma competente ao longo da campanha. Esta terá de ser repetida pelo menos uma vez, de maneira a apanhar todos os itens secretos e colecionáveis escondidos nos cenários.

A lista de personagens jogáveis desta vez conta com 155 nomes (contagem que não inclui os diferentes fatos do Homem de Ferro). Esta liberdade de escolha acaba reduzida. As personagens estão divididas em diferentes categorias, dentro das quais partilham muitos dos poderes que supostamente lhes garantiriam originalidade. Por exemplo, na falta do Homem-Aranha com as suas teias, o Sr. Fantástico pode usar os braços, e a compensar pela falta do sentido de aranha, Wolverine pode usar o seu instinto bestial. Por outro lado, esta sobreposição de poderes dá uma maior liberdade ao jogador para poder usar o seu conjunto preferido de personagens.

O maior defeito de LEGO Marvel Super Heroes é não tentar quebrar o molde de forma alguma. Nada do que oferece é realmente novo, nem mesmo a temática dos super-heróis de banda desenhada, que já foi feita com LEGO Batman e LEGO Batman 2: DC Super Heroes. Nem mesmo poder voar pela cidade tem o mesmo impacto do que quando o Super-Homem cruzou os céus de Gotham. A ausência do fator surpresa tira algum alento à experiência que não encontra refúgio no mundo aberto, repleto de atividades secundárias, mas que pouco ou nada fazem para prender a atenção do jogador.

Posto isto, LEGO Marvel Super Heroes é um bom jogo para introduzir os mais novos ao panteão de heróis da Marvel. Os fãs conseguirão ficar entretidos com a campanha e talvez encontrem razões para a repetir, nem que seja para poderem jogar com as suas personagens preferidas. Ainda assim, e mesmo com o jogo feito de forma a oferecer liberdade de um mundo aberto, não há razões válidas para permanecer em Nova Iorque (a casa de grande parte dos super-heróis da Marvel). LEGO Marvel Super Heroes é uma experiência agradável enquanto dura, mas não deixará saudades.

Por: Duarte Pedreño

Conteúdo: BGamer

Lego Marvel Super Heroes

Lançamento: 15 de Novembro de 2013

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 72
Gráficos
 78
Som
 75
Jogabilidade
 73
Longevidade
 75

Pontuação Utilizadores

N/D
0 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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