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Há 40 anos atrás nascia a primeira consola de jogos

24.Mai.2012 13:24

Hoje assinalamos as quatro décadas da Magnavox Odyssey e as origens humildes dos videojogos em casa.

Em 1972, certamente poucos conseguiriam adivinhar que 40 anos depois existiria uma indústria multimilionária baseada num segmento de entretenimento conhecido como videojogos.

Talvez devido a isso, os registos históricos de datas importantes sobre a primeira pedra na construção da casa dos videojogos são pouco precisos e rodeados de informações contraditórias, que deitam por terra qualquer tentativa de celebrar com exatidão a data de nascimento da primeira consola de jogos doméstica.

Falamos da Magnavox Odyssey, a criação de Ralph Baer - considerado por muitos como o pai dos videojogos em casa -, que por esta altura, mas há quatro décadas atrás, se mostrava ao público, numa preparação para o lançamento no verão de 1972 nos Estados Unidos (à europa chegaria dois anos mais tarde). À falta de datas mais precisas, sabe-se que Nolan Bushnell – fundador da Atari – esteve presente numa das primeiras apresentações ao público da Magnavox Odyssey no dia 24 de maio, há exatamente 40 anos, tendo assim a ideia para criar o famoso Pong.

Se a tecnologia de hoje faz a consola original parecer tão útil como uma pedra da calçada, a verdade é que foi a pioneira que abriu caminho para o que hoje tomamos como certo, numa arena em que várias empresas se digladiam pela atenção dos consumidores e vendem muitos milhões de caixas cheias de chips e circuitos integrados que transformam a televisão num reino de fantasia para incontáveis horas de experiências interativas.

Em 1968, Baer concluía o primeiro protótipo daquela que se viria a tornar a Odyssey, nessa altura conhecida como Brown Box.

A máquina era ligada ao televisor e permitia brincar com gráficos no ecrã em mini jogos que rapidamente despertaram a atenção de muita gente. Os conceitos eram simples e pouco desenvolvidos, mas as ideias estavam lá, incluindo a primeira pistola de luz que permitia interagir com o ecrã de televisão.

Presa ainda aos jogos tradicionais, a Magnavox Odyssey incluía na caixa cartões para anotar pontuações, e até dados e fichas de poker. Assim se jogava na década de 70.

Mais estranho ainda era a possibilidade de serem aplicadas telas transparentes na televisão para simular cores e desenhar os níveis de jogo no ecrã, numa altura em que as capacidades gráficas apenas permitiam desenhar alguns objetos muito simples e muitas televisões eram ainda a preto e branco.

O potencial do equipamento foi rapidamente reconhecido pela concorrência, que se apressou a lançar clones dos jogos e das máquinas, originando inúmeros processos em tribunal e luta de patentes entre a Magnavox e empresas como a Atari, a Mattel e a Nintendo.

Ralph Baer fez 90 anos em março e é o responsável por um legado de inovação e hoje, quarenta anos passados desde uma das primeiras apresentações públicas da Magnavox Odyssey, não poderíamos deixar de assinalar a mãe das PlayStations, Xboxes e Wiis.

Em cada consola que jogamos hoje há um bocadinho da Odyssey, que deixou a sua herança genética nos equipamentos de hoje em dia, quatro décadas passadas.

Como não poderia deixar de ser, a Magnavox Odyssey marca presença na Game On, a exposição que faz a retrospetiva da indústria dos videojogs e que conta com apoio do SAPO e do MEO.

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