Críticas

Dragon Ball Z: Extreme Butoden - Os combates chegaram à 3DS

16.Out.2015 20:32

Apesar da nova série de animação do universo Dragon Ball já estar a passar no japão, é o universo de Z que continua a alimentar os videojogos.

A Arc System Works é uma das companhias mais experientes na produção de jogos de combate, compostos por uma perspetiva 2D e animações por sprites. No seu historial contam as séries Guilty Gear e BlazBlue, mas também títulos inspirados em Dragon Ball Z para as portáteis da Nintendo. Não deixa de ser estranho que a 3DS tenha recebido Extreme Butoden, um título que se comporta exatamente no plano 2D, de acordo com as raízes do estúdio, mas eliminando à partida um dos aspetos fulcrais da portátil da Nintendo.

A proposta do estúdio é colocar o jogador numa experiência Dragon Ball Z, em novas aventuras protagonizadas pelo elenco conhecido da série criada por Akira Toriyama. São dezenas de nomes, dos mais populares como Goku, amigos e família, em diversas transformações e variações; os arqui-inimigos mais temíveis; e outros tantos cameos que podem ser utilizados como suporte nos combates, tais como o apresentador dos torneios de artes marciais.

Cada combate desenrola-se num formato de tag team, ou seja, é sempre possível compor uma equipa de três elementos, ou por outro lado, até seis amigos de suporte. A diferença entre os elementos e suporte é que os primeiros são controlados diretamente, com a troca a acontecer em tempo real e ao pressionarem um dos botões; as de suporte são chamadas à arena para lançarem um ataque e regressam ao “banco”.

Em busca das bolas do dragão!

Esta proposta não é muito complexa para os iniciados, mas sobretudo divertida para os jogadores experientes. Todas as personagens obedecem ao mesmo esquema de combates básicos, modificando apenas para os seus golpes de assinatura. Por exemplo, enquanto Goku lança o seu famoso Kamehamehameha, Krilin e Tien Shinhan utilizam o Solar Flare, e assim adiante. Os jogadores terão de aprender a dominar certas técnicas especiais, sobretudo os teleportes e os contra-ataques dentro do timing correto.

Extreme Butoden apresenta alguns modos de jogo diferentes, mas no geral acabam por resultar no mesmo: combates sucessivos, com alguns diálogos narrativos intercalados. Isso é válido para os arcos narrativos de diferentes personagens ou o modo Quest, que coloca os jogadores a explorar um mapa enquanto lutam, numa nova senda de procura pelas famosas bolas místicas do dragão. Mas a experiência é tão linear e sem qualquer propósito de exploração, que o mapa torna-se apenas num agregador de combates. Cada combate é uma missão, com objetivos específicos como derrotar um inimigo em diferentes circunstâncias, mas isso afeta apenas a pontuação final e respetiva recompensa, e não o avanço na aventura.

Ainda que a ausência de 3D seja de notar – o efeito é tão mínimo que podem simplesmente desligar – a utilização dos sprites 2D salientam os pergaminhos da produtora. As animações são muito fluidas e de grande qualidade, sobretudo nos explosivos ataques especiais. E a ação decorre em arenas que remontam alguns dos locais conhecidos da série animada.

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Dragon Ball Z: Extreme Butoden

Lançamento: 16 de Outubro de 2015

Pontuação GameOver

Geral 72
Gráficos
 85
Som
 78
Jogabilidade
 77
Longevidade
 80

Pontuação Utilizadores

62
3 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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