Críticas

Devil's Third - Um grande exclusivo da Wii U ou uma enorme deceção?

31.Ago.2015 17:55

Depois de uma produção muito atribulada, o novo jogo do criador de Ninja Gaiden chegou em exclusivo à Wii U. Valerá a pena?

O lendário produtor Tomonobu Itagaki cunhou o seu nome na indústria dos videojogos com a série Ninja Gaiden e também Dead or Alive. Como imagem de marca, os seus jogos tinham dois aspetos reconhecidos: dificuldade extrema nos combates de Ninja Gaiden; e mulheres voluptuosas de Dead or Alive, este a receber um spin off concentrado nas atividades das meninas em férias paradisíacas. Depois da sua saída da Team Ninja e Tecmo, o produtor formou uma nova companhia, a Valhalla Game Studios, propondo-se continuar a oferecer aos fãs grandes experiências de ação. Ou pelo menos era essa a sua intenção quando anunciou Devil’s Third.

Este novo título passou por momentos bastante conturbados, desde que foi anunciado para a PS3 e Xbox 360, sim plataformas de geração anterior. Começou por ser um título do catálogo da defunta THQ, que ao encerrar portas reverteu para o estúdio os direitos de distribuição, negociados entretanto com a Nintendo, transformando-se num exclusivo Wii U. Esta produção não só deu voltas nas plataformas a ser editado, mas igualmente na tecnologia que o suporta. A versão final do jogo corresponde igualmente à sua quarta troca de motor gráfico.

Ivan, o terrível!

Mesmo envolto em polémicas, a equipa levou a produção até ao fim, ainda que a sua qualidade estava comprometida há muito tempo. E infelizmente isso comprova-se no neste jogo de ação, que cruza elementos de combate na terceira pessoa, com sequências com armas típicas de um FPS.

A narrativa do jogo tem como base a teoria do síndroma de Kessler, com os satélites em órbitra na Terra a começaram a colidir em efeito de dominó. Quase todos os satélites, militares e comerciais, foram destruídos, gerando o caos no planeta, dando origem a conflitos e guerras. A falta do suporte dos satélites modificou a forma como as tropas de infantaria atuam.

No meio desta crise, a ação arranca numa prisão de alta segurança no Guantánamo, durante um motim entre os prisioneiros. No meio desta violência, o protagonista Ivan, toca bateria na sua cela, parecendo absorver o caos em redor como inspiração. A fisionomia da personagem não poderia ser mais cliché e desagradável, diga-se: um careca de óculos escuros, cheio de pinta de Vin Diesel, cujo tronco nu revela um corpo repleto de tatuagens. E quando abre a boca para praguejar percebe-se porque se chama Ivan: o seu sotaque russo não deixa margem de dúvida!

O primeiro contacto com a ação, na prisão, funciona como uma espécie de tutorial, mas igualmente um mau agoiro para a péssima experiência que este jogo oferece. O sistema de combate está longe da fluidez de um Ninja Gaiden, e resume-se a esmagar botões, utilizando armas improvisadas como tubos e paus. Mas o maior problema é quando a personagem pega numa arma de fogo: a passagem entre a terceira e primeira pessoa é terrível, desorientando por completo qualquer jogador, tal o compasso para a câmara viajar entre as perspetivas.

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Devil's Third

Lançamento: 28 de Agosto de 2015

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 37
Gráficos
 45
Som
 44
Jogabilidade
 35
Longevidade
 66

Pontuação Utilizadores

58
14 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

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