Críticas

Call of Duty: Black Ops III - Nova vida ou a mesma fórmula de sempre?

18.Nov.2015 15:05

É um dos mais sólidos jogos da série, tem algumas novidades a nível de jogabilidade, mas será que este é o derradeiro Call of Duty que os fãs anseiam?

Black Ops II elevou a fasquia de qualidade da série Call of Duty a um patamar muito difícil de bater nos jogos seguintes, Ghosts e Advance Warfare. Neste título, a Treyarch disparou em todas as direções: uma campanha imersiva, com uma narrativa muito interessante e um vilão carismático; pavimentou o caminho com algumas noções futurísticas; e puxou pelo formato multijogador com novidades. Beneficiando do novo ciclo de produção de três anos, o experiente estúdio da Activision teve tempo de pensar o que pretendia para o novo capítulo Black Ops, sobretudo depois dos excelentes indicativos do título anterior da Sledgehammer.

Se Black Ops II tinha lugar num futuro não muito distante, 2025, Advanced Warfare avançou no tempo, e ainda que não partilhe do mesmo “universo”, a Treyarch não poderia dar um passo atrás no que diz respeito aos “brinquedos bélicos” disponíveis para o jogador. O estúdio não teve assim outra hipótese senão puxar a alavanca da máquina do tempo e transporta-nos para o longínquo ano de 2065.

Dia de Julgamento

Sejamos francos, este título não deveria chamar-se Black Ops III, mas antes Advanced Warfare 2. Ainda que o jogo tenha uma linha temporal situada 40 anos depois de Black Ops II, não existem quaisquer ligações entre as narrativas, nem ao nível de personagens, mas sim o facto de uma hipotética nova guerra fria, desta vez cibernética. As únicas breves referências ao jogo anterior centram-se em diálogos em torno do vilão Menendez. Tendo em vista a coesão da trilogia original, mesmo que se tenha expandindo ao longo de décadas (a segunda guerra mundial de World at War, a guerra fria de Black Ops e o ambiente futurista da sequela direta), o novo título sai completamente ao lado do que os fãs esperariam.

A narrativa da campanha não é igualmente das melhores desta subsérie, e ainda que possa ser excitante os confrontos armados com armamento futurista, o jogo cai no campo do subjetivo e do inconsciente, com a possibilidade de hacking das mentes dos protagonistas. É uma pseudo-jornada ao estilo de Christopher Nolan que se torna aborrecida e de difícil digestão, cominando num final tipicamente WTF, atípicos na série. É certo que a série sempre mexeu com a mente das personagens, das lavagens cerebrais e torturas, mas neste caso é puro hacking, transportando a ação para o campo subjetivo…

A história anda à volta de conflitos entre nações onde as defesas antiaéreas do mundo tornaram obsoletas os ataques aéreos. A tecnologia militar progrediu a um ponto onde os robôs tomam lugar de destaque nos combates. Foram desenvolvidos supersoldados: militares que viram os membros do seu corpo substituídos por próteses especiais, capazes de lhes oferecer habilidades especiais (uma espécie de Robocops). A tecnologia evoluiu ao ponto dos militares terem mais componentes eletrónicos do que carne e sangue, o que começou a gerar um medo geral da população, das máquinas se revoltarem e tomarem de assalto. Nova referência, desta vez para o universo Terminator…

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