Críticas

Call of Duty: Advanced Warfare – O veredito final do GameOver

11.Nov.2014 21:00

Depois de uma transição de geração um pouco abalada em Ghosts, a série Call of Duty regressa em grande forma, numa produção de luxo da Sledgehammer.

Foram necessários três anos para a Sledgehammer produzir Call of Duty: Advanced Warfare, provavelmente o mais ambicioso capítulo da série. Depois de um lançamento menos feliz com Ghosts, no ano passado e que ditava o arranque nas consolas de nova geração da Sony e Microsoft, Advanced Warfare era esperado com alguma expetativa, sobretudo pelos fãs.

O tema futurista do novo jogo oferecia uma curiosidade agridoce, na oferta de uma experiência que cruzava uma linha ténue entre realismo/autenticidade com a ficção científica. Mas desde cedo que o estúdio desmistificou, negando qualquer elemento fictício, alegando que toda a tecnologia demonstrada no jogo, ora se encontra em planeamento ou mesmo em protótipo experimental.

O certo é que para a experiência da jogabilidade, a introdução da badalada armadura de exosqueleto adicionou novas oportunidades de abordagem à ação, mantendo toda a solidez no manejamento das armas. Os soldados têm mais força, podem saltar para locais mais elevados e até, arrancar portas dos carros para servir de escudo. Mas nesta evolução de escala, tudo será simultaneamente muito familiar para os fãs da série.

E isso foi uma vitória clara da produtora, a capacidade de introduzir sangue novo na série, sem deturpar a experiência típica. Para todos os efeitos, é impossível não jogar este título sem sentir uma grande familiaridade com os anteriores capítulos.

Ao longo da campanha, que não demora mais que habituais 6-8 horas a concluir, poderão melhorar certos parâmetros do Exo. Para isso terão de superar os diversos desafios, entre eles matar inimigos com diferentes armas, recolher os objetos de intel espalhados pelos níveis, entre outros. Os pontos acumulados permitem reduzir o “coice” do disparo das armas, diminuir o tempo de recarregamento das munições ou prolongar o tempo de corrida, apenas para referir alguns dos 22 pontos de melhorias.


O peso das companhias militares privadas
Esta aventura conta com a excelente prestação do ator Kevin Spacey, tanto ao nível da captura dos movimentos, como gravação da voz. Spacey interpreta o papel de CEO de uma companhia privada militar, a Atlas Corporation, que oferece ao protagonista, Jack Mitchell, uma segunda oportunidade para voltar ao ativo. O militar havia sofrido uma amputação durante uma guerra entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, em 2054, recebendo uma prótese para o braço de última geração.

Ao longo da campanha irão receber missões espalhadas pelo globo, desde o salvamento do primeiro-ministro da Nigéria em Lagos, à perseguição de uma carrinha em cima da Golden Gate em São Francisco. A ação, como é habitual na série, oscila entre momentos frenéticos, a sequências de infiltração furtiva, sem nunca faltarem os habituais gadgets. Uma das nossas favoritas colocou-nos no controlo de um drone telecomandado, com o objetivo de oferecer apoio à equipa de operacionais. O objetivo era identificar e eliminar inimigos à distância para os companheiros avançarem. Por outro lado, contem ainda com sequências em veículos, desde lanchas a helicópteros, como as excelentes hooverbikes.

Ver página seguinte »

Call of Duty: Advanced Warfare

Lançamento: 4 de Novembro de 2014

Também disponível para:

Pontuação GameOver

Geral 89
Gráficos
 92
Som
 99
Jogabilidade
 90
Longevidade
 85

Pontuação Utilizadores

70
25 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

Relacionados

Sugerimos também

Comentários