Battlefield 3
22.Nov.2011 14:26
Irmãos de Armas (e amigos, vizinhos e desconhecidos).
Numa altura em que cada vez mais vozes se levantam contra o quão genéricos os first person shooters baseados em cenários de guerra se têm vindo a tornar, a produtora DICE, pela mão da Electronic Arts, lança cá para fora a sequela do sucesso de 2005, Battlefield 2. Esperamos uma versão revista e aumentada, mas será realmente isso que a DICE e a EA nos estão a oferecer?
Com uma campanha a rondar as 5 horas de jogo, Battlefield remete-nos para o centro de uma conspiração nuclear para bombardear as principais cidades mundiais. A personagem principal, o Sargento Henry Blackburn, é colocada no típico cenário de interrogatório e ao longo de diversos flashbacks assumimos o papel de mais 3 personagens para além de Blackburn. O Sargento Jonathan Miller, operador de tanques, a Tenente Jennifer Hawkins e ainda, como forma de acesso ao outro lado da história, Dimitri Mayakovsky, um operacional russo encarregue também de evitar a ameaça nuclear planeada pelo vilão Solomon.
Na realidade poderíamos interpretar esta curta campanha como uma espécie de tutorial alargado para aquele que é o componente principal do jogo, o multiplayer. No entanto, esta que poderia ser a receita para momentos de pura emoção e tensão enquanto, de forma indirecta treinamos para o online, acaba por ser prejudicada por algumas opções menos felizes a nível de jogabilidade. Um bom exemplo disso é o facto de na campanha nunca sermos colocados aos comandos de um avião (um dos elementos mais difíceis de controlar na componente online), limitando-nos a uma espécie de point and click em que marcamos alvos para serem destruídos pelos nossos aliados.
A possibilidade de assumirmos diversas personagens ao longo da campanha, apesar de interessante, acaba por prejudicar mais que ajudar, já que nunca nos sentimos verdadeiramente identificados com as mesmas, tal é a rapidez com que tudo acontece e a forma quase genérica como estas nos são apresentadas, e nos momentos de maior tensão - final da campanha incluído - somos atirados para sequências quicktime em que nos limitamos a carregar em botões o que acaba por ainda nos desligar mais de todos os acontecimentos.
Graficamente, Battlefield 3 é impressionante, cortesia do novo motor de jogo Frostbite 2. O detalhe dos edifícios em chamas a derrocar em frente aos nossos olhos, os reflexos da iluminação das ruas no chão molhado, do sol que repassa por entre as ruínas e nos encandeia e as nuvens tempestuosas que transmitem uma clara sensação de claustrofobia e opressão são um mimo para os sentidos e colocam-nos no meio do campo de batalha. Se num PC bem equipado podemos apreciar na totalidade tudo aquilo que BF3 tem para nos oferecer, as consolas já começam a mostrar as suas limitações, especialmente no tamanho dos mapas (maiores no PC) e também no número de jogadores online. Destaque pela negativa também para a Xbox 360 que, ao contrário da PS3, se viu obrigada a separar em dois discos a componente de campanha e a de multiplayer, obrigando-nos a instalar separadamente no disco as texturas de alta definição. Mas isto não é especialmente dramático depois de se ter “descalçado a bota” no que à campanha diz respeito, já que dificilmente voltaremos a tocar nesse disco depois de nos embrenharmos na componente online.
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