Assassin's Creed: Revelations
13.Dez.2011 14:03
Bem-Vindo ao Século XVI!
Quando em 2007 a Ubisoft decidiu apostar numa nova franchise, criando um universo e personagens completamente novas, muitos foram os que ficaram surpreendidos com a mestria e genialidade do primeiro Assassin’s Creed. O cruzamento entre aventura histórica, ficção científica e acção furtiva na terceira pessoa foi uma autêntica pedrada no charco. Assassin’s Creed acabou por conquistar para si o galardão de um dos melhores jogos multi-plataforma, estava criada uma lenda. Personagens como Altaïr ibn-La'Ahad e Ezio Auditore da Firenze, as “encarnações” passadas do barman Desmond Miles, passaram a fazer parte do vocabulário dos jogadores e tornaram-se autênticos ícones.
Mas será a franchise Assassin’s Creed capaz de resistir a lançamentos anuais e às óbvias limitações que isso cria a nível de desenvolvimento do argumento, grafismo e jogabilidade? Ou será que basta dar aos jogadores um pouco mais do mesmo com inovações mínimas, ou até mesmo desnecessárias?
Revelations, o novo capítulo da saga Assassin’s Creed inicia-se com uma breve sinopse dos acontecimentos nos jogos anteriores. Escusado será dizer que qualquer jogador recém-chegado se irá sentir completamente perdido no universo do jogo. Felizmente para quem tiver uma PlayStation 3, a Ubisoft inclui o primeiro Assassin’s Creed no blu-ray. Uma oferta simpática que em parte compensa a forma meio atabalhoada como Revelations se liga aos capítulos anteriores da saga, permitindo aos jogadores se ambientarem ao léxico utilizado.
A história passa-se quase exclusivamente no universo virtual do Animus, onde Desmond Miles tenta juntar as memórias de Ezio de forma a conseguir voltar a reunir mente e corpo. É através da mente de Desmond que voltamos a encontrar um agora envelhecido Ezio Auditore que procura reunir as cinco chaves escondidas por Altaïr numa Constantinopla do Séc. XVI, chaves essas que, segundo Ezio, colocarão fim à eterna batalha entre Assassinos e Templários.
Para quem jogou Assassin’s Creed: Brotherhood, o sistema de jogo não será totalmente estranho, além do habitual parkour no topo dos telhados e dos assassinatos furtivos uma das componentes principais de Revelations é constituir e controlar uma equipa de Assassins que podemos enviar para conquistar os mais diversos locais do globo. Como recompensa ganhamos pontos de experiência e dinheiro. Como nem tudo se resume a assassinatos, é também possível comprar monumentos, fazer upgrades a diversos tipos de lojas, manter o dinheiro a fluir e depositá-lo nos diversos bancos espalhados pelo mapa.
Se Roma nos fascinou em Brotherhood, graças aos marcos históricos que fazem parte do nosso imaginário colectivo, Constantinopla, apesar de cheia de vida e detalhe não o consegue totalmente. Não por culpa dos habitantes atarefados entregues às suas vidas virtuais e um Grand Bazaar ao qual só falta o cheiro das especiarias ou pela falta de detalhe gráfico, mas sim porque parece demasiado indistinta nos ambientes que nos tenta proporcionar. Por mais que corramos por cima de telhados e trepemos edifícios, parece que não saímos do mesmo sítio.
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