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Arcade: 20 jogos que abalaram o mundo (Parte 2)

25.Out.2011 17:46

Insert Coin!

A primeira parte desta retrospetiva pode ser lida aqui.

Golden Axe
Ano: 1989
Criação: Makoto Uchida (Sega)
Recomendado a: gente reles que gosta de pontapear pigmeus de barrete

Todos passamos por fases ao longo da vida e, quem foi criança ou adolescente durante a década de 80 passou por uma fase em que sonhava ser um bárbaro musculado de tanga. Devemos encarar isto com naturalidade e sem vergonha. A culpa caberá em grande parte à interpretação de Arnold Schwarzenegger do bárbaro Conan no cinema. Golden Axe surgiu em 1989 para capitalizar esta estranha moda. Não foi o primeiro esforço nesse sentido (Rastan já o fizera dois anos antes), mas foi o primeiro a conseguir tocar os pontos-chave. Gráficos vistosos, música que ficava no ouvido e variedade: inimigos diferentes, incluindo esqueletos armados de espada e escudo que pareciam saídos de Choque de Titãs, outro clássico cinematográfico da década; criaturas que se podem montar e usar como artilharia; três personagens à escolha; magia; cenários memoráveis, incluindo uma aldeia sobre a carapaça de uma tartaruga gigante e um nível passado sobre uma águia em voo. O lado negro será a forma como se obtinham reforços para encher o contador de magia e de energia, pontapeando pequenos gnomos de saco às costas. É impossível saber quantos jovens impressionáveis tentaram fazer o mesmo na vida real.

Final Fight
Ano: 1989
Criação: Yoshiki Yokamoto (Capcom)
Recomendado a: pessoas que compreendem que a melhor forma de resistir às avalanches desleais de inimigos será tendo o bolso cheio de moedas

Em 1987, a Capcom lançou um jogo chamado Street Fighter (sem número à frente; já lá vamos). Depois do sucesso relativo, veio a sequela, dois anos depois, com o título Street Fighter 89. Mas não correu bem. Street Fighter 89 era melhor jogo do que o original, mas tinha tanto a ver com este como uma cenoura terá a ver com uma melancia (são as duas comestíveis e pouco mais). Em vez de um jogo de combate por assaltos, tínhamos um beat'em up ao jeito de Double Dragon, sem nenhuma das personagens do primeiro jogo. Para resolver a encrenca, mudou-se o título para Final Fight, esqueceu-se a ligação a Street Fighter e fez-se história. Três personagens à escolha: Guy, o ninja, Haggar, o presidente de câmara brutamontes cuja filha foi raptada e Cody, o sujeito de calças de ganga e penteado à moda. Seis níveis de violência urbana pejados de inimigos que, por vezes, nos parecem bastante familiares (Axl? Slash? Um clone de Andre, the Giant?) e um esforço incessante para nos forçar a introduzir nova moeda a seguir ao inevitável "continue".

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