Notícias

Arcade: 20 jogos que abalaram o mundo (Parte 1)

24.Out.2011 17:35

Insert Coin!

Out Run

Ano: 1986
Criação: Yu Suzuki (Sega)
Recomendado a: ases do volante

Apesar das aparências, Out Run não é um jogo de corridas. Não se passa numa prova de automobilismo e não há carros adversários a ultrapassar. Trata-se, isso sim, de um dos mais originais e marcantes simuladores de condução de sempre. Ao volante de um Ferrari vermelho descapotável, com uma beldade loura ao lado, o condutor acelera por percursos sinuosos, atravessando paisagens inesquecíveis (tanto quanto permitiam os gráficos da época e o aproveitamento soberbo da revolucionária tecnologia "Super-Scaler", que criava a ilusão de velocidade). O objetivo era completar cada etapa dentro do tempo limite, conseguindo um recuar do relógio com cada checkpoint. A seguir, escolhia-se a etapa seguinte numa bifurcação na estrada (dica: com uma direção a ser mais fácil que a outra) e iam-se contornando os veículos que apareciam pelo caminho e tentando não derrapar nas curvas. Tudo facilitado pelo volante que substituía quase sempre o joystick. Outro pormenor notável (qual GTA 3, qual quê...) era a possibilidade de escolher a estação de rádio no início de cada jogo. Guiar um carro desportivo de luxo nunca foi tão barato.

R-Type

Ano: 1987
Criação: Irem
Recomendado a: quem não se importar de ficar com o dedo dorido durante três dias

Num género tão sobrepovoado como o dos shooters espaciais, é mais fácil agradar do que produzir um jogo verdadeiramente memorável. Para agradar, basta encher o ecrã com inimigos de todas as formas e feitios, acrescentar um arsenal impressionante e meia dúzia de bosses de final de nível que provoquem arrepios convertíveis em sensações de dever cumprido quando se percebe onde fica o ponto vulnerável. Tudo isto existe em R-Type, mas não se fica por aí. O tal aspeto memorável é conseguido tanto pelo design dos níveis e da incrível variedade de inimigos, como pela espetacularidade das armas que o jogador vai colecionando e pela música, que fica no ouvido muito depois de disparado o último laser. Também há uma história, claro. Qualquer coisa sobre um protótipo de nave de combate tentando destruir sozinha o pérfido império alienígena dos Bydo. Mas quem precisa de história quando há um botão para pressionar sem parar?

Shinobi

Ano: 1987
Criação: Yutaka Sugano (Sega)
Recomendado a: ninjas de armário

Que há jogos que dariam grandes filmes, não será novidade para ninguém. E nem o triste facto de as adaptações de jogos ao cinema oscilarem entre o péssimo e o medíocre conseguirá anular a afirmação anterior. Também há o contrário. Jogos que deverão continuar a ser jogos e que nunca deverão aspirar a mais do que isso. Imagine-se um filme sobre um ninja tão hábil no manuseio das estrelas da morte como no da metralhadora e dotado de poderes mágicos, que tenta libertar crianças idênticas vestidas com pijamas cor-de-rosa dos seus cruéis raptores, incluindo pistoleiros que se cansam facilmente e costumam disparar sentados ou mesmo deitados, piratas de outra era que arremessam cimitarras, clones do Homem-Aranha ou mergulhadores que saltam da água armados com grandes espadas. O enredo mais idiota de todos os tempos? Para um filme, talvez. Para um jogo, sobretudo se for um jogo tão imensamente jogável e viciante como Shinobi, venha o próximo samurai gigante que lança bolas de fogo das mãos nuas.

Ver página seguinte »

Relacionados

Sugerimos também

Comentários