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Arcade: 20 jogos que abalaram o mundo (Parte 1)

24.Out.2011 17:35

Insert Coin!

O pormenor mais estranho de Ghosts'n Goblins não é o sadismo inerente ao jogo, com inimigos que nascem literalmente do chão, ataques incessantes e limite de tempo. O que mais perturba é perceber que, depois do inevitável primeiro golpe certeiro de um dos inúmeros e variados inimigos, a armadura que protege Sir Arthur se desconjunta, forçando o bravo cavaleiro a completar o nível em cuecas. Cada qual saberá de si, mas será recomendável vestir uma armadura sem nada por baixo? Depois de muito penar e chegando finalmente ao fim, somos informados de que tudo se tratou de um estratagema do pérfido Satã e, se quisermos acabar realmente o jogo, teremos de começar tudo do início com nível de dificuldade redobrado. Se é assim tão difícil? Imaginem o Gears of Wars em dificuldade Hardcore com uma fisga como arma e com Marcus Fenix em cuecas. É mais ou menos assim.

Gauntlet

Ano: 1985
Criação: Ed Logg (Atari)
Recomendado a: elfos valorosos que enfrentam uma masmorra a abarrotar de fantasmas sem receio

Em tempos mais inocentes, um jogo de fantasia não precisava de gráficos realistas, personagens carismáticas e vozes memoráveis para prender jogadores incautos. Muito antes de a palavra Warcraft ter significado, bastavam quatro classes à escolha (um guerreiro, um feiticeiro, uma valquíria e um elfo), cada qual com talentos e pontos fracos específicos, e masmorras atrás de masmorras, sempre vistas de cima e apinhadas de fantasmas, ogres e demónios que jorravam sem cessar dos seus abrigos até um golpe certeiro destruir estas fontes de criaturas desagradáveis. O objetivo era sempre alcançar a saída (um quadrado preto marcado com a palavra EXIT), mesmo que, antes, fosse necessário encontrar chaves que abriam portas trancadas pelo caminho e decidindo-se recolher ou não os tesouros e itens de bónus, muitas vezes exigindo sacrifícios tremendos. Permitia quatro jogadores em simultâneo e as cotoveladas competitivas não eram mais furiosas porque estavam demasiado ocupados a apreciar a voz humana sintetizada, que só não se poderá descrever como ridícula porque a nostalgia o impede.

Arkanoid

Ano: 1986
Criação: Akira Fujita (Taito)
Recomendado a: quem gostar de partir tudo

Arkanoid não tem muito de original. É um remake de Breakout, da Atari, feito cerca de uma década após o seu lançamento, com a colossal diferença de meios técnicos. Mesmo assim, é daqueles casos em que a cópia supera o original e consegue remetê-lo para o esquecimento. Em vez de termos uma mera raquete espalmada que nos permite rebater uma bola para uma parede de tijolos quebráveis, temos uma nave espacial, a "Vaus", que procura vingar a destruição da nave-mãe que dá nome ao jogo. Como? Rebatendo uma bola para uma parede de tijolos quebráveis. E assemelhando-se em tudo à raquete espalmada de Breakout. Mas com nuances significativas. Alguns tijolos deixam cair power-ups que alteram a dimensão da raquete (podendo aumentá-la ou diminuí-la), possibilitam disparos, multiplicam o número de bolas ou prendem-na à raquete para ser libertada só no momento certo.

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