Críticas

A Walk in the Dark

07.Jan.2013 11:07

Com Super Meat Boy e VVVVVV como inspirações, o jogo de plataformas português consegue apresentar elementos suficientemente fortes para o distinguir dos restantes títulos do mercado.

Com dois títulos no currículo, editados no Windows Phone 7, o pequeno estúdio português Flying Turtle acaba de lançar o seu projeto mais ambicioso, A Walk in the Dark. Ao contrário de Samarium Wars, que oferecia uma experiência frenética num shot ‘em up de naves da velha guarda, o novo projeto, exclusivo de PC, convida-nos para uma aventura de plataformas numa perspetiva lateral 2D. Trata-se de um título que bebe inspirações óbvias em jogos indie recentes, mas o conjunto tem argumentos capazes de se destacar.

A narrativa, não sendo o principal foco do jogo, acaba por dar mote à aventura, inserindo as duas únicas personagens no contexto – a jovem adolescente Arielle e o seu fiel gato Bast, a verdadeira estrela deste título. Quando um dia ambos decidem passear pela floresta, o animal, atraído pela sua curiosidade felina, afasta-se da sua dona, tropeçando num monte de rochas. Do local libertam-se fumos negros místicos e quando menos esperam o breu toma conta da paisagem. O gato e a rapariga acabam separados, mas os gritos da jovem levam o felino a partir numa jornada para a salvar.

Jogabilidade simples e refinada
Com o tema da procura em mente, A Walk in the Park leva-nos a ultrapassar uma centena de níveis, de dificuldade crescente, superando armadilhas e inimigos mortais. Neste título os protagonistas não têm armas, mas uma excelente agilidade. E neste ponto o jogo supera-se com controlos bem refinados e precisos, só assim conseguiríamos vingar em seções de saltos milimétricos e áreas de velocidade acelerada. E neste aspeto não poderíamos deixar de apontar as referências assumidas dos autores para uma fusão de jogos como Super Meat Boy (sem ser tão frustrante) com VVVVVV, este último a inspirar as mecânicas de puzzles baseados em gravidade.

Sendo o objetivo chegar até ao final dos níveis, de um ponto para o outro, existem três tipos de níveis distintos. Na pele do gato Bast terão capítulos onde o objetivo é evitar as armadilhas, trepando por paredes verticais e saltando entre plataformas milimétricas; já na pele de Arielle o objetivo é semelhante, mas terão de avançar alternando o movimento pelo solo ou teto (neste caso a lembrar o referido VVVVVV). Por fim, o maior desafio da aventura são os níveis em constante movimento e o controlo da personagem se resume ao salto entre obstáculos. Estes capítulos estimulam os reflexos e a capacidade de timing dos jogadores. São níveis difíceis, frustrantes por vezes, pois para serem ultrapassados obrigam-nos a decorar o local de cada salto e armadilha, num âmbito de tentativa/erro. Felizmente, os níveis não são muito longos e mesmo que tenhamos de os recomeçar de início cada vez que perdemos, a recolocação é espontânea. Para completarem cada nível a 100% precisam de recolher um item, colocado normalmente num local de difícil acesso, e obter no final um tempo inferior ao estabelecido – não precisam cumprir os requisitos na mesma tentativa. Desta forma, o jogo incentiva o conceito viciante de speed run, e um daqueles títulos que estimula em nós a sensação psicológica de “só mais um nível”.

Ver página seguinte »

A Walk in the Dark

Lançamento: 12 de Dezembro de 2012

Pontuação GameOver

Geral 82
Gráficos
 78
Som
 86
Jogabilidade
 86
Longevidade
 85

Pontuação Utilizadores

98
6 votos
*A pontuação geral não é a média das restantes.

Relacionados

Vídeos

play

A Walk in the Dark: trailer

22.Nov.2011

Duração: 00:02:10

Sugerimos também

Comentários