Command & Conquer Red Alert 2
2000-11-10 12:11:38
A Westwood está de volta com mais um episódio da série C&C. Tem um look muito retro, mas conquistou-nos em poucos segundinhos. A estratégia em tempo real no seu estado mais puro!
A Westwood está de regresso. Command&Conquer também. É a continuação de Red Alert, que volta a trazer até aos PC a estratégia em tempo real pura e dura. E querem saber uma coisinha? Apesar do seu look muito anos 90, é um dos melhores jogos do género. Quem sabe sabe e o resto é conversa!
A acção decorre alguns anos após o termino de Red Alert 1. Estaline morreu, a paz foi instaurada no continente europeu e as forças aliadas colocaram Romanov ao leme do destino do povo soviético.
Mas o homem não é flor que se cheire. E nos anos que se seguiram desenvolveu objectos de destruição total e ergueu das cinzas um exército devastador. O seu objectivo é só um: avançar na direcção do continente americano e ocupar os Estados Unidos da América. E se assim o pensou, melhor o fez.
Como é habitual nos jogos do género, podemos optar por uma das duas facções presentes. O CD 1 pertence inteiramente às forças aliadas, enquanto o segundo é dedicado aos soviéticos. Enfim, tudo muito... Westwood.
A mecânica de jogo não será estranha aos fãs da série. No início de cada missão são-nos confiados diversos objectivos, que terão de ser cumpridos se quisermos passar ao nível seguinte. Obviamente que a gestão de recursos tem papel de destaque. Armazenar Ore. Construir casernas. Construir fábricas. Construir oficinas. Treinar soldados e avançar, rapidamente e em força, sobre a base inimiga.
Presentes estão também aquelas missões onde temos de controlar a nossa querida Tanya e o espião muito James Bond. Se morrerem volta tudo ao início. Geralmente estes petiscos são bastante difíceis mas muito, muito divertidos.
Graficamente está melhor que RA 1 e Tiberium Sun, mas não contem com grandes novidades. Os cenários estão mais detalhados e temos de confessar que é uma delícia ver a Estátua da Liberdade a ser bombardeada.
Os personagens são muito pequenos – whats new?! – mas foram presenteados com uma boa animação. Se estavam a pensar que era desta que a Westwood iria entrar no mundo das placas aceleradoras, então desenganem-se. É a boa velha perspectiva isométrica, que pode ganhar vida até uma resolução 1024x768.
As músicas e efeitos sonoros são tiradas a papel químico dos anteriores RTSs da série. O que quer dizer que a criatividade não foi muita, mas a qualidade é grande.
Presentes estão novas unidades, veículos e gadgets deliciosos, que dão uma volta completa à estratégia utilizada nos anteriores jogos da série. Temos de destacar as Lulas soviéticas, que viram as nossas tropas contra nós. Também é difícil não amar o Mirage Tank, um tanquezinho que quando parado transforma-se numa árvore. Um querido!
Depois temos a evolução dos nossos rapazes. Cada vez que pulverizam um edifício ou aniquilam um membro do exército inimigo, ganham diversos pontos de experiência. Ao fim de algum tempo – e se entretanto não passarem a óbitos – ganharam o estatuto de Elite. Quando isso acontece ficam mais resistentes, mais rápidos, com um poder de fogo descomunal e, melhor de tudo, curam-se a si próprios.
Mas quem quiser tirar total partido de Red Alert 2 terá de dar uso ao modem e entrar em confrontos exclusivamente dedicados para multijogadores. Ao todo estão presentes oito modos de jogo, cada um mais divertido que o outro.
Conclusão: Quem estava à espera de um título que iria revolucionar o género, pode começar a chorar e partir para outra. Mas os verdadeiros apaixonados por estratégia em tempo real têm aqui um grande jogo, que apesar de não trazer nada de muito novo, é um excelente exemplo de qualidade.
Conteúdos: